Histórias sociais

Histórias sociais descreve uma situação, habilidade ou conceito em termos de dicas relevantes socialmente, perspectivas e respostas comuns numa situação específica.

O melhor das histórias sociais é poder compartilhar informações sociais que são compreendidas facilmente por sua audiência.

Permite à criança compreender as convenções sociais e aprender a agir em situações sociais específicas, quanto aos que a observam, passam a compreender suas perspectiva e as razões do seu comportamento social ingênuo, excêntrico ou desobediente. Quando surge uma situação que a criança não exibe o comportamento social esperado, as estratégias incluem uma pequena narrativa sobre a situação, atuação e as expressões apropriadas.

Por exemplo, o professor tomou conhecimento do comportamento inadequado da criança na fila de espera do lanche na escola, quando a crianças não respeitou a ordem da fila. A primeira explicação poderá ser que a criança está, de forma deliberada, sendo irresponsável, agressiva ou indelicada. A estratégia consiste primeiramente em analisar a situação do ponto de vista da criança e conversar com ela sobre o que aconteceu. Este procedimento pode revelar que ela não percebe PORQUE tem de estar numa fila para o lanche, QUANDO deve ir para a fila e QUAL o comportamento a adaptar enquanto espera.

 

Exercício

Objetivos

Descrição e conhecimento Definir objetivamente a situação, as pessoas envolvidas, o que fazem e por quê
Compreensão Descrever e explicar as reações e sentimentos envolvidos numa determinada situação
Auto-regulação Estabelecer regras sobre os comportamentos adequados a uma situação
Controle a aplicação

Ajudar a criança a recordar-se do modo como avaliar uma situação e atuar em conformidade com a natureza da interação social: a criança propõe e registra os comportamentos adequados

 

É necessário criar um equilíbrio ente estes quatro tipos de atividades e evitar o excesso de exercícios diretivos, em detrimento dos exercícios de descrição e compreensão. Recomenda-se uma relação de 0 a 1, frase diretiva e/ou de aplicação para cada 2 a 5 frases de descrição e compreensão, de modo a não tornar a história numa lista de obrigações e proporcionar à criança a oportunidade de compreender e explicar as razões de um dado procedimento, num determinado contexto social.

O vocabulário deverá ser adequado ao nível de desenvolvimento da criança, à sua compreensão da leitura e à sua capacidade de atenção. As histórias são frequentemente escritas na primeira pessoa e no presente, para evitar problemas de percepção temporal e linguística. A primeira história deve descrever uma situação em que a criança já consiga produzir o comportamento desejado, para ajudar a concentrar-se na aprendizagem das regras.

A história para crianças em idade pré-escolar deve incluir poucas palavras por página, fotografia ou ilustração.

 

 

Mais em: http://www.thegraycenter.org/ http://www.udel.edu/bkirby/asperger/socialcarolgray.html

Desenvolvido pela pedagoga e analista do comportamento Sara Yoshikawa